
Se te censuram, não é teu defeito,
Porque a injúria os mais belos pretende;
Da graça o ornamento é vão, suspeito,
Corvo a sujar o céu que mais esplende.
Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova,
E em ti irrompe a mais pura primavera.
Da infância os maus tempos pular soubeste,
Vencendo o assalto ou do assalto distante;
Mas não penses achar vantagem neste
Fado, que a inveja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita,
És reino a que o coração se sujeita.
Mãos no rosto,como quem esconde o desgosto
Dos dias cinzentos, do lodo,de uma mente presa,
Que pensa o tempo todo.
Solidão que me desatenta,tornando-me mais sonolenta
Almejando sonhos de uma alma sedenta,por mais lucidez e clareza.
Pensativa...Alimentando-me de incertezas.
Boca entre aberta...Palavras dispersas,fagulhas de pensamentosde uma vida que tem pressa
O que me resta nesta tarde sem entregas?
Pensamentos que me acompanham no espectro de uma fresta.
Pensativa...Olhando da janela,vendo o dia partir com tanta pressa,deixando-me em sentinela,
Pensando em cada dia que a vida me leva.
(Indiah)
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